Verdadeiro ou falso?



No oitavo versículo do capítulo quatro da Epístola de Paulo ao Filipenses nós encontramos essa direção do Senhor sobre como dever ser a nossa maneira de pensar:


Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.


O texto é por si muito rico e repleto de características imprescindíveis para um modo de pensar sadio e edificante, mas destaco aqui um aspecto que julgo importante de ser ressaltado e darei a fundamentação para isso.


O conselho divinamente inspirado do apóstolo inicia sua lista de qualidades do nosso pensamento com o termo verdadeiro. Devemos pensar em “tudo o que for verdadeiro”. Isso pode até parecer óbvio demais para ser enfatizado, mas não se engane. Somos mais descuidados com esse aspecto do que podemos imaginar. Com frequência damos ouvidos a mentiras que são acolhidas de forma desapercebida. O mais curioso nisso é que se colocarmos um holofote sobre esse pensamento indevidamente acolhido em nossa mente não teremos nenhuma dúvida que ele é mentiroso. E por que isso acontece de forma tão fácil? Já lhe explico. Acontece que geralmente, ele vem embalado com o invólucro da emoção. Que emoções são essas? Entre elas estão o medo, a mágoa, a ira além de outras. Em determinadas situações opressoras, quando estamos fragilizados emocionalmente, o filtro de nossa racionalidade tende a ser neutralizado. Deixamos de pensar adequadamente e ficamos sujeitos a essas emoções ao ponto de passarmos a colher pensamentos que não condizem com a verdade. São pensamentos mentirosos que passam a influenciar nossas vidas, nossas decisões, criando sentimentos igualmente inadequados que passam a realimentar o sistema. É como um vírus que, ao se inocular, seja em uma sistema computacional ou no organismo humano, passa a influenciar todo o seu funcionamento.

Quer um exemplo disso? Muitas vezes quando estamos sendo provados, esperando respostas para nossas orações, enfrentando perseguições e injustiças, o sentimento de que “parece que Deus se esqueceu de mim” tenta de se apoderar de nós. Ficamos tristes, decepcionados, e isso facilita o pensamento mentiroso. Sabemos que Deus não se esquece dos seus filhos. Em Hebreus 13:5b está escrito: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”. Sabemos que essa é uma palavra de Deus, que não mente, mas com o gatilho emocional ativado, nossa capacidade de pensar no que é verdadeiro fica dificultada. Muitas vezes estamos tentando vencer um pecado e, após algumas quedas, pensamos: “nunca vou conseguir; não tem jeito para mim”. Isso é mentira! Sabemos que a Palavra diz que “tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13), mas quando tiramos os olhos do Senhor e olhamos para nossa situação, nos rendemos à mentira sussurrada pelo inimigo aos nossos ouvidos.

Precisamos exercitar isso. Cada pensamento que surgir em nossa mente deve passar por essa peneira. Devemos perguntar assim:

- Isso que estou pensando é verdadeiro?

- O que Deus diz sobre isso em sua Palavra?

- Isso que estou pensando vem de Deus ou é fruto do que estou sentindo?

Essa prática com certeza irá nos levar a uma disposição mental mais saudável e a uma vida espiritual mais santa e afinada com o propósito de Deus para nós.


Escrito por Ivan Cabral. Ele publica charges na imprensa do Rio Grande do Norte desde 1983. Foi chargista do Diário de Natal do Novo Jornal. Também é membro do Grupehq - Grupo de Pesquisa de História em Quadrinhos, entidade fundada em 1971, responsável pela publicação da revista de quadrinhos. Ivan é autor do personagem Mosca Zezé e já produziu ilustrações para publicidade e diversos livros. Suas charges têm sido utilizadas em livros didáticos de editoras como FTD, Saraiva, Positivo, Escala Educacional, Scipione, Opet, Fundação Padre Anchieta, Kroton Educacional, SEDIS/UFRN, COC, Poliedro, etc.

Ivan já foi premidado em diversos salões de humor no Brasil, entre eles: UnaconDF-1997(1º lugar), Volta Redonda/RJ-1997(1º lugar), Volta Redonda/RJ-1998(1º lugar), Natal/RN-1999-(2º lugar), e diversas menções honrosas.

Ivan é Mestre em Educação pela UFRN, pesquisando a relação entre o humor gráfico e a formação do leitor. Já publicou 3 livros: Já era Collor (1991), em parceria com Cláudio Oliveira, Edmar Viana e Emanoel Amaral, Humor Diário(2005) e Humor Sustentável (2016).

Atualmente, chefia o setor de Criação e Arte da Superintendência de Comunicação da UFRN.


Aguardamos ansiosos por uma obra inédita a ser lançada por


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